Arrábida Biosfera reúne o território em torno do seu plano de ação para a próxima década
As Comissões Científica e Consultiva da Arrábida Biosfera reuniram ontem pela primeira vez, na Escola de Hotelaria de Setúbal, onde foi apresentado o plano de ação da Reserva para o período 2025-2035.
As reuniões registaram uma participação expressiva, com cerca de uma centena de entidades a tomarem parte ativa nesta discussão alargada, tendo sido conduzidas pela Coordenadora da Comissão Executiva da Arrábida, Presidente do Conselho Diretivo da AMRS e da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente, e pela representante da entidade gestora da Arrábida Biosfera e Secretária-Geral da AMRS, Sofia Martins.
O Plano de Ação 2025-2035 estabelece como objetivos estratégicos a concretização das três funções fundamentais das Reservas da Biosfera — Conservação, Desenvolvimento e Apoio Logístico —, reforçando o compromisso com a proteção dos valores naturais, a promoção do desenvolvimento sustentável e a valorização do conhecimento científico ao serviço do território.
A Comissão Consultiva integra mais de uma centena de agentes do território, particulares, públicos e privados, institucionais e informais. Este órgão assume um papel determinante na gestão da Reserva da Biosfera, assegurando um ambiente propício à participação ampla, ao diálogo qualificado e à reflexão conjunta, elementos essenciais para a implementação do Plano de Ação e para a definição de etapas futuras.
A Comissão Científica é composta por catorze instituições de reconhecido mérito académico e com especial relevo científico no território da Arrábida. Compete-lhe apreciar ativamente o desenvolvimento de parcerias para a promoção de investigação científica em matérias relevantes para a Arrábida Biosfera, apoiar a entidade gestora na criação de um repositório científico e colaborar na elaboração de candidaturas em que a componente científica assume caráter determinante. A sua composição plural garante a integração do conhecimento científico nas intervenções a desenvolver no território e permite que os projetos contem com acompanhamento científico, reforçando a procura de soluções mais sustentadas para a gestão de territórios sensíveis, reconhecidos pela sua riqueza natural.
"Pela primeira vez, é possível falar num projeto de defesa do meio natural que coloca a ciência humana como parte essencial da intervenção – e essa é a grande novidade desta Reserva da Biosfera", sublinhou Ana Teresa Vicente, salientando que as respostas terão de ser construídas coletivamente. "As respostas têm de ser encontradas entre todos", afirmou, reforçando que o projeto representa uma oportunidade única para alcançar soluções mais sustentadas para a Arrábida.
Em resultado destas reuniões foi já discutido o modelo de funcionamento das Comissões, e sua organização, e concertado os primeiros passos necessários para arrancar com a implementação do Plano de Ação da Arrábida Biosfera. Ficou programada novas reuniões das duas comissões para setembro e outubro deste ano.

