III Encontro das Casas Conventuais da Arrábida promove a ligação entre tutelas, técnicos e população para valorizar novas abordagens na preservação do património imóvel
A Quinta de São Paulo recebeu, no passado dia 27 de junho, o III Encontro da Província de Santa Maria da Arrábida, uma iniciativa que reuniu especialistas, investigadores, representantes institucionais e técnicos das entidades responsáveis pelas casas conventuais da Província, num momento de reflexão, partilha e construção de redes de colaboração.
O encontro teve início com a intervenção de Sofia Martins, Secretária-Geral da AMRS, que sublinhou a relevância do evento na promoção de novas abordagens tecnológicas e metodológicas para a salvaguarda patrimonial.
O programa incluiu uma visita guiada à exposição “Pedagogias do Património Digital como Nexo para a Investigação Histórica, Acessibilidade e Ambiente”, com demonstração dos trabalhos desenvolvidos com recurso a Ground Penetrating Radar (GPR). Seguiram-se três painéis temáticos, com comunicações que abordaram a história, a arquitetura e a vivência dos conventos arrábidos, envolvendo instituições como os Municípios de Loures e Barreiro, o Palácio Nacional de Mafra, os Parques de Sintra, o Instituto Superior Técnico e o Tokyo College.
A diversidade das apresentações constituiu um valioso contributo para a interpretação e valorização das várias casas pertencentes à Província de Santa Maria da Arrábida, permitindo uma abordagem integrada e multidisciplinar do património conventual.
Num momento em que o património edificado enfrenta desafios crescentes quanto à sua conservação e uso, este encontro destacou-se como um importante espaço de debate sobre metodologias de preservação, reafirmando a necessidade de investir em soluções sustentáveis e tecnologicamente inovadoras.
Durante a tarde, os participantes realizaram uma visita ao Convento dos Capuchos de Alferrara, reforçando o compromisso das entidades envolvidas com o território e os espaços patrimoniais que integram a Província.
Seguiu-se a mesa-redonda de encerramento, realizada sob o emblemático zambujeiro centenário, onde as diversas tutelas presentes debateram caminhos convergentes para a salvaguarda das expressões patrimoniais da Província. Entre as conclusões retiradas, destacou-se a necessidade de criar um espaço de partilha de conhecimento, investigação, debate e soluções de financiamento e recuperação.
Como primeiro passo para este trabalho em rede, ficou agendada uma reunião de seguimento para o próximo dia 22 de julho, que dará início à definição de estratégias comuns para a valorização e preservação do património conventual arrábido.

