Superar dificuldades de circulação entre concelhos da Região de Setúbal é prioritário para a coesão territorial
Na Região de Setúbal, o uso de transporte próprio continua a ser o meio preferencial da população para a sua deslocação diária. Os porquês, as estratégias e quais os projetos para ultrapassar as dificuldades de circulação entre concelhos foram alguns dos temas debatidos na oficina sobre mobilidade e transportes que se realizou no dia 21 de março, no Fórum Cultural de Alcochete.
Representantes de autoridades metropolitanas de transporte, de operadores e técnicos municipais da área reuniram-se no Fórum Cultural de Alcochete, no dia 21 de Março, a convite da AMRS (Associação de Municípios da Região de Setúbal), no âmbito da fase de diagnóstico do PEDEPES (Plano Estratégico da Região de Setúbal) para debater a situação atual de mobilidade e transportes na Região e, sobretudo, que estratégias e projetos são necessários para contrariar problemas que teimam em persistir desde há décadas. Desde logo, e à semelhança do que acontece na Grande Lisboa, os residentes da Região de Setúbal utilizam maioritariamente a sua viatura particular para se deslocarem, porém, em menor percentagem quando comparado com o resto do país. Para além do encargo suplementar para as famílias em portagens e combustível, isto representa um considerável impacto ambiental.
Apesar da Região possuir uma rede de transportes públicos multimodal composta pelos meios de transporte ferroviário, fluvial e rodoviário, os mesmos favorecem em grande medida a mobilidade sul-norte e menos a intermodalidade entre concelhos da Região, situação que se agrava se colocarmos na equação o Alentejo Litoral. É imperativo por isso melhorar as infraestruturas intrarregionais e inter-regionais e a articulação entre operadores de modo a servir melhor as pessoas que pretendem deslocar-se no interior do território entre o Tejo e o Sado e daqui para o Alentejo Litoral.
Novos projetos podem significar novas oportunidades se forem integradores
Os três grandes projetos previstos para a Área Metropolitana de Lisboa -o novo aeroporto de Lisboa, a terceira travessia do Tejo e a alta velocidade, podem constituir-se como uma oportunidade para inverter o paradigma da rede de transportes que existe atualmente nos concelhos a sul do Tejo, embora se reconheça a melhoria da mesma com a introdução da Carris Metropolitana na equação. Contudo, é necessário que se observe essa oportunidade tendo em conta as pessoas, e o desenvolvimento harmonioso do território, e não apenas com uma visão economicista.
Reunião setorial sobre ordenamento do Território
No âmbito da continuação da fase de diagnóstico do PEDEPES, realiza-se no dia 27 de março, pelas 14h30, na Quinta de São Paulo, uma reunião setorial subordinada ao tema do Ordenamento do Território.

