Arrábida a Património Mundial: Processo de participação pública continua (actualizado)
A Secretária-geral da AMRS, iniciou a tarde com a entrega dos prémios e menções honrosas. Seguida de uma oferta simbólica aos elementos que compuseram os júris dos concursos Arrábida Foto e Arrábida Curtas e Docs.
A responsável recordou que “os concursos Arrábida Foto e Arrábida Curtas e Doc’s, promovidos pela AMRS, foram um sucesso. Com cerca de 1600 fotografias recebidas e 11 filmes, respectivamente. O património cultural e natural da Arrábida inspirou os concorrentes partidários da fotografia (121) e das curtas-metragens e documentário (11).” (Apresentação brevemente disponível aqui)
Na passagem para a parte mais formal, foi a Presidente da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente, quem deus as boas vindas e agradeceu “aos participantes por valorizarem a Arrábida nos seus trabalhos.”
A Cristina Coelho, técnica da AMRS responsável pela candidatura, coube a apresentação relativa ao processo de candidatura, focando-se essencialmente no balanço do trabalho realizado, no mapa da área a candidatar, na metodologia a adoptar, nos prazos e no plano de gestão. (Apresentação brevemente disponível aqui)
Seguiu-se a apresentação da Professora Otília Correia, do Centro de Biologia Ambiental (CBA) sobre a fauna e a flora da Arrábida, que apresentou números impressionantes sobre a existência de populações vegetais e animais na Arrábida. O que levou a Secretária-geral da AMRS a concluir que a importância destes números só corrobora a decisão de classificar esta área como Património Mundial.
Depois das apresentações, Fátima Mourinho, abriu o período de debate onde diversas questões relevantes para a Candidatura fora abordadas, entre elas a importância do pastoreio na Arrábida e as restrições impostas pelo POPNA a este tipo de actividade, a existência de cães vadios e o perigo que isso representa para os ecossistemas e a sua biodiversidade, a importância da paisagem vitivinícola, a limpeza da Serra e das suas praias, a existência da cimenteira da Secil e das pedreiras.
Sobre o conjunto de temas abordados foram registados os contributos, informados os membros da Comissão de Acompanhamento e do Fórum sobre a forma como alguns dos problemas estão a ser tratados no plano da candidatura, sendo dadas algumas explicações sobre as competências de cada entidade e as medidas já postas em prática, designadamente, por parte dos Municípios que, por exemplo no caso da limpeza das praias, substituindo-se a outras entidades, assumem essa tarefa.
Um trabalho colectivo
O Presidente do Conselho Directivo da AMRS encerrou os trabalhos começando por felicitar todas as equipas envolvidas. Esta é, frisou, “uma candidatura acima de tudo construída com a dedicação do Poder Local, das diversas entidades (ICNB, Universidades) e das equipas técnicas.” “Um trabalho colectivo, que deve ser ainda mais alargado a outras entidades”.
“Esta é uma candidatura das nossas gentes, da nossa Região, mas que pretende ser também uma referência nacional e uma valorização para o país.”
O edil considerou que “os próximos passos serão muito importantes para a projecção da candidatura” nomeando a cerimónia de instalação da Comissão de Honra, no próximo dia 28 de Outubro, e o ano de 2012 como decisivos.
“A Arrábida ser património mundial era de uma enorme justiça para a Região, mas também uma mais-valia para Portugal”, concluiu.

