Autarcas da Região promovem Candidatura da Arrábida a Património Mundial no «Comboio da Biodiversidade»
Em Portugal, o programa de comemorações, designado por Bioeventos 2010, está a cargo do Museu Nacional de História Natural e do Centro de Biologia Ambiental da Universidade de Lisboa e arranca no dia 13 de Março com este «Comboio da Biodiversidade», que terá também o patrocínio da AMRS.
Este comboio inicia a viagem na Estação de Santa Apolónia, pelas 10h00 e fará o percurso pela ponte Rainha Dona Amélia, com chegada prevista à estação ferroviária de Setúbal pelas 12h36; altura em que se juntam à comitiva Alfredo Monteiro, presidente do CD da AMRS, Ana Teresa Vicente, presidente da Câmara Municipal de Palmela, Augusto Pólvora, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, e Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal.
Da cidade sadina os passageiros seguem pela estrada da Serra da Arrábida em direcção à Quinta D’El Cármen em quatro autocarros providenciados pela AMRS. Durante esta viagem, o enfoque será dado à flora, fauna, geologia e geomorfologia e cultura pelos especialistas convidados pela AMRS, Dalila Espírito Santo, do Instituto Superior de Agronomia, José Pedro Granadeiro, do Museu Nacional de História Natural, José Carlos Kullberg da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Heitor Baptista Pato, respectivamente.
Na Quinta D’El Cármen, cuja chegada está prevista pelas 13h30, haverá um almoço a que se seguirá uma conferência de imprensa (pelas 14h45), onde intervirão, para além de outros responsáveis pela organização, Maria das Dores Meira e Alfredo Monteiro, que irão exaltar a importância da Candidatura da Arrábida a Património Mundial da Unesco, sublinhando os seus méritos, enquanto “sítio natural de valor excepcional e único pela sua beleza, mas também enquanto importante testemunho de processos geológicos e lugar de uma riqueza florística (e de conjuntos vegetativos) assinalável e mesmo única, ilustrativa da história da vida na Terra. Lugar com «nítida individualidade geográfica» (1), nos termos de Orlando Ribeiro; lugar de beleza estética inconfundível, lugar único, em que natureza e cultura se entrelaçam; lugar de contrastes, de mar e terra, de céu e serra, de obras conjugadas do Homem e da Natureza.”

