Municípios do Distrito de Setúbal reivindicam mais e melhor investimento público para a Região
Pela voz do Presidente do Conselho Directivo da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), Alfredo Monteiro, os Municípios consideram que a proposta do Governo de PIDDAC para 2009 “não apresenta qualquer alteração estratégica nas opções tomadas, para além de, no conjunto dos Municípios assistir-se a uma diminuição geral do investimento público, verificando-se cortes profundos em vários concelhos, designadamente, Alcochete, Barreiro, Moita e Palmela”. E acrescenta que, “associando a análise destes números à taxa de execução que ronda em média os 71% (entre 2005 e 2007), verifica-se que o investimento que a Administração Central se propõe levar a cabo na Região é manifestamente insuficiente para responder às reais necessidades”.
Apesar de o PIDDAC para o Distrito de Setúbal no ano de 2009 prever uma verba de 178.572.611 euros e registar um aumento face ao ano de 2008, ainda assim, continua a representar uma redução face a 2005, de 18,8%.
Através de um comunicado de imprensa dirigido aos jornalistas os Municípios consideram que “os investimentos nacionais para a Região de Setúbal, que têm vindo a ser anunciados e que os Municípios têm defendido, no caso do Novo Aeroporto de Lisboa, a Terceira Travessia do Tejo, a Plataforma Logística, a Rede de Alta Velocidade, o quadro da Circular Regional interna da Península de Setúbal/IC32, só serão factores de progresso se articulados com o projecto regional de desenvolvimento e acompanhados por um conjunto de medidas que os integrem no tecido regional”.
No entanto, os Municípios da Região defendem que existem investimentos fundamentais como Hospital no concelho do Seixal, o Hospital Alcochete-Montijo, a Escola Superior de Saúde, diversas instalações para forças da PSP, GNR e Bombeiros, diversas Escolas e Centros de Saúde, o prolongamento do Metro Sul do Tejo, entre outros, que a Região continua a ver adiados.
Desta forma, os Municípios irão continuar a reivindicar para o Distrito medidas que invertam a tendência de desinvestimento da Administração Central, exigindo:
- Mais e melhor investimento público para a Região, uma maior justiça na distribuição dos dinheiros públicos e a discriminação positiva face a territórios beneficiados nas últimas décadas;
- No âmbito do PIDDAC, do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN 2007-2013) e outros fundos nacionais e comunitários, reivindicam que o Governo dê um sinal claro de combate às assimetrias e compense a Região pelos sucessivos anos de quebras no investimento;
- A criação de um Programa Operacional para a Região de Setúbal, com uma estrutura onde esteja assegurada a representação da Administração Central, da Administração Local e dos agentes regionais de desenvolvimento, que com o correspondente plano de financiamento, determine prioridades, articule investimentos, promova a integração dos grandes projectos nacionais na Região, potenciando os seus efeitos.
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